Anarquia

s.f. 1. sistema político baseado na negação de qualquer tipo de autoridade 1.1. bla bla bla (tretas e mais tretas) bla bla bla (e mais tretas) 6. POL teoria política segundo a qual o indivíduo deveria desenvolver-se livremente, emancipado de qualquer tutela governamental (...)

Monday, July 13, 2009

Para e Pelo Mundo

[Este texto, dedico-o à Ana xP]


Imaginem-se no início do século XVII, na Europa. Agricultura, escaramuças (bem sangrentas) entre povos, carne conservada em sal. Mortalidade Infantil, direitos da mulher inexistentes, tráfico de pessoas. Sem Internet, sem acesso a livros, jornais e revistas por parte da pessoa comum.


Agora imaginem que, sem mais nem menos, chegavam umas coisas pelos ares, gigantes como dragões e velozes como os mais rápidos animais exóticos da savana Africana. Dos grandes naves (termo que utilizavam para designar as enormes máquinas voadoras) saíam todo o tipo de estranhas coisas. Aparelhos grandes como armários, de uma brancura imaculada, de onde saía um frio siberiano; um objecto estranho, desdobrável, que nos diziam que servia para pôr a roupa a secar; um fogão, com diversos botões, que se acendiam com instrumentos compridos de metal.
E mais, uns seres algo parecidos connosco, mas mais esbeltos e evoluídos, diziam-nos que tudo o que fazíamos estava errado, que a mulher tinha direitos; que as crianças tinham de permanecer na escola, mesmo depois de entrarem na idade adulta; que todos os dias devíamos ver um pouco de uns idiotas de uns programas que dão numa caixa preta em forma de cubo; que a nossa Igreja estava errada, que os padres eram todos uns adoradores do Diabo.
Resultado? Caos.

Eventualmente, certos povos tornar-se-iam os Favoritos dos Seres Que Chegaram do Céu (chamemos-lhes assim) e subjugariam os outros, suportados por todas as tecnologias trazidas dos Céus por aqueles deuses. As concepções económicas, sociais, políticas, ideológicas e religiosas seriam impostas pelos Seres Que Chegaram do Céu, renegando para a clandestinidade as culturas e línguas locais.
Na prática, todas as civilizações europeias seriam forçadas a um salto temporal de três ou quatro séculos nas consciências e concepções aceites pela generalidade da população. Os escravos deixariam, no tempo em que o diabo esfrega um olho, de existir; as mulheres, de um dia para o outro, passariam a desempenhar funções iguais (o quão iguais é discutível, mas seriam certamente mais iguais do que eram) aos homens; a religião comum no seio de cada povo seria proibida e substituída pela que os Seres Que Chegaram do Céu praticavam; o quotidiano de cada um seria inundado por uma torrente de aparelhos electrónicos fascinantes e totalmente inovadores; os bois seriam substituídos por tractores e gigantescas máquinas. Isto e muito mais.

Foi isto que aconteceu em finais do Século XV e no Século XVI, com a pequena diferença de que não foi a Europa a colonizada, mas sim O Novo Mundo. Portugueses, Espanhóis, Holandeses, Italianos e Ingleses irromperam por culturas seculares nas Américas, na África e na Ásia, e pura e simplesmente impuseram a nossa cultura, a nossa verdade.
Favoreceram certas etnias (os Tutsi, no Rwanda, por exemplo) e tribos (na Nova Zelândia dos Maori, por exemplo), cristianizaram os povos, impuseram-lhes os seus modelos económicos e políticos. Os países colonialistas enriqueceram graças a essas milhentas nações do Novo Mundo e, depois, abandonaram-nos e deixaram-nos ao Deus dará. Um Deus que não era o deles, ainda por cima.

Se nos devemos sentir culpados por tudo isto? Acho sinceramente que não. Tudo isso já aconteceu há décadas e séculos atrás, a maior parte das coisas antes de os nossos bisavós estarem sequer no mundo da hipóteses.
Acho que não nos devemos sentir culpados, mas eu sinto-me. Aliás, senti-me culpado desde pequeno por ter nascido deste lado da linha que separa os países ricos dos países pobres. E foi talvez por isso que, também desde pequeno, me isolei de tudo e de todos. Mas adiante, que isto não interessa para nada xD
Acho que não nos devemos sentir culpados, não, pois o sentimento de culpa não vai tornar mais justo o mundo em que vivemos. Mas, se não temos responsabilidade por aquilo que aconteceu há 400 ou 500 anos, temos, sim, responsabilidade por tudo o que está a acontecer agora. Se 80% dos recursos mundiais são consumidos por apenas 20% da população, e se nós fazemos parte desses 20%, então SIM, acho que temos responsabilidade por isso.

Mas, então, o que fazer?
Não são poucas as associações com fins humanitários em Portugal, não, mas a maior parte delas não está aberta à colaboração de qualquer pessoa (acho eu). E, para dar dinheiro (que não é a forma de ajudar de que eu sou mais apologista, por causa do distanciamento que implica), custa-me, e aposto que custará a muitos de vós, ver 70% das nossas doações utilizadas para fins administrativos (como acontece com uma grande ONG que todos nós conhecemos).
Dar comida e roupas também é bom, mas depois há navios que, estando carregados de tudo e mais alguma coisa, ficam um ano parados, como aconteceu com um em Leixões, até que a comida apodrece. Não que a culpa seja das ONGs, nestes casos (é, sim, dos países-destino), mas deve ser incómodo doar roupa, comida, medicamentos, apenas para os ver num navio, imponente nas suas intenções mas impotente nas suas acções.
Por tudo isso, sempre fiquei um pouco de pé atrás em procurar e participar em qualquer iniciativa. E conclui que preferia o Do It Yourself, ir eu mesmo ao terreno, quando fosse mais velho, tentar contribuir para um mundo mais justo e igualitário. "Sozinho é difícil, mas haveria de conseguir", I thought.

Então, numa tarde de Março, fui a uma sessão de sensibilização dada pelo Professor Fernando Castro na minha escola. Ele falou-nos sobre uma viagem que tinha feito ao Gana e sobre a realidade que lá tinha encontrado. Sobre a sua estadia em Abamkwam, uma pequena aldeia perdida no meio da selva africana, e sobre as péssimas condições de vida da população da povoação - da inexistência de água potável a um sistema de saúde ausente, passando por uma educação garantida pela boa vontade e esforço de apenas duas ou três pessoas.
Por esta altura já tinham sido angariados, por um grupo de Lisboa, 300€ para a reabilitação de uma bomba de água na aldeia e, com um grupo de jovens da Brotero, o Professor estava já a trabalhar na construção de uma escola lá.
Fiquei entusiasmado com a ideia e decidi ir à reunião semanal seguinte. Quando lá cheguei, não vi apenas um grupo que queria construir uma aldeia num "País de 3º mundo", mas sim um grupo de pessoas com vontade de MUDAR O MUNDO.

O grupo nasceu quando o Professor Fernando e um grupo de Área de Projecto (que andava a trabalhar na área da Intervenção Social) se juntaram, unidos por um ideal MAIOR e pela vontade destes últimos de participar num projecto que não acabasse com o final do ano lectivo - um projecto sério e para durar.

A partir daí, foram-se fazendo mais e mais acções de sensibilização e o grupo foi crescendo.

Conseguimos angariar fundos e oferecer bicicletas às crianças de Abamkwam para encurtarem as 3 horas a pé que os separavam da sua escola, fomos à Penitenciária de Coimbra animar os reclusos, fizemos visitas a lares de idosos. Estamos, neste momento, a tomar conta de crianças num bairro socialmente fragilizado. Desenhando um gigantesco 0,7% humano nos campos da ESAB, chamámos a atenção dos media para um problema que remonta à década de 70, quando foi concluído que, com apenas 0,7% do PIB dos países ricos, era possível erradicar do mundo todo o tipo de pobreza - meta que, até 2005, apenas a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda e o Luxemburgo tinham atingido. (e com isto até fomos capa do Diário de Coimbra, eheh :D) Fomos ainda à Câmara Municipal apresentar a associação, por essa altura já registada oficialmente como PROMUNDO - Associação de Educação, Solidariedade e Cooperação Internacional.

Estamos ainda a organizar um projecto de co-desenvolvimento (um campo em que Portugal ainda está a dar os primeiros passos) com guineenses, no seguimento do qual, na próxima quinta-feira, vamos realizar uma Mesa de Co-Desenvolvimento (quem diria, hein? xD).
E, a cada semana, surgem novos projectos. Por vezes, penso que voamos alto de mais, que pensamos que podemos fazer tudo (é natural, estamos na flor da idade xD), e tenho medo que não consigamos dar conta de tudo. Mas isso já é o meu lado pessimista a falar - esperemos que esteja errado, como esteve até agora ^^


E bem, pode parecer-vos irreal, mas fizemos isto tudo em menos de cinco meses. Cinco meses!, no meio de muitas aulas, testes e exames. Às vezes, nem eu mesmo consigo perceber como. O que interessa é que o fizemos, espero que tudo corra tão bem como (ou melhor, de preferência :P) correu até agora.




PS: Ainda não percebi bem porque escrevi o texto xD Mas acho que até nem ficou mal. E consegui verbalizar as minhas motivações e opiniões. Obrigado a quem insistiu até isto estar acabado xP
Ah, e se estiver desse lado alguém interessado em fazer parte da Promundo, não hesite em dizê-lo :)

Saturday, July 4, 2009

Sobre Poesias e Outros Rudes Golpes

A nossa máxima Pátria, a Terra, sofre rudes golpes, dia após dia. E somos Nós que damos esses golpes, que deixam na superfície do nosso planeta feridas difíceis de sarar.

É sobre um desses rudes golpes que, numa aula de Português, escrevi um (péssimo) poema. Veio no seguimento de um artigo que saiu na National Geographic de Novembro de 2008 - A Erosão do Solo -, e de uma imagem que lá vinha que me impressionou especialmente.

Aqui está ele:

Dead Cities Of Syria

Cities of Syria
Dead cities of Syria
Deserted
Taken by the sand
Sand, deadly sand.

Cities of Syria
Abandoned by men
Men, running from the sand
The Sand they evoked
planting olive-trees.

Sand
brought by men.

Cities, Dead cities of Syria
Killed by man.



Espero que tenham sobrevivido a esta provação xD

Thursday, July 2, 2009

O Mestre do Suspense

Os ingleses têm cada nome...
Já repararam bem no do Alfredo? Decomponham-no e vejam por vocês mesmos...

Hitch... Cock? Oh god x)


[Já agora, obrigado, anita (e mãe xD), pelo Trivial e pelo jantar. xP]

Sunday, June 21, 2009

Que as há, as há.

Curiosamente, depois de criar o meu Twitter, deparei-me com umas postas de pescada da Jane Doe, no seu espaço da treta. (Eheh, quase que pareço que a estou a insultar xD)

Sim, é verdade, as pessoas expõem a sua privacidade a torto e a direito, sem lerem as Condições de Utilização a os Termos de Privacidade. Muitos deles, são atentados à nossa Privacidade. No Facebook, por exemplo, e como nos avisou o Bruno Fehr neste post, os utilizadores ao criarem uma conta, "cedem todos os direitos e dão uma procuração irrevogável, eterna e não exclusiva, transferível a terceiros mediante pagamento ou não, e válida mundialmente ao Facebook sobre o material que colocam no site, em qualquer ponto do site, publico ou privado. Esse direito inclui usar, copiar, publicar, ceder, reformatar, traduzir (pacial ou totalmente), bem como distribuir essas informações e conteúdo e até a preparar trabalhos derivados dessa informação, ou incorporá-los noutros trabalhos.Estas autorizações são automaticamente dadas às empresas a quem o Facebook cede as informações ou conteúdo."
É um abuso, sim, mas, actualmente, se alguma agência de informação quiser saber alguma coisa sobre alguém, fazem-no com a maior facilidade. Com ou sem facebook. Então, para quê preocuparmo-nos? Eu vou continuar a utilizar o MySpace, o Hi5, o blogger e o Twitter, independentemente das Condições deles. Estou-me a marimbar, quero é divertir-me e conhecer novas pessoas, novos artistas, etc. Num mundo em que as distâncias são cada vez maiores e em que passamos a vida a correr, vou tentar aproveitar ao máximo todos os segundos. Não vou deixar que a paranóia tome conta de mim - se eu for suficientemente importante para alguém querer informações sobre mim, não vai ser o facto de eu não estar no facebook que os vai impedir. E se por alguma carga de água me quiserem ver morto, matem-me.
When I came to die, I won't discover that I had not lived.


[Se acredito em agências secretas que andam pelos quatro cantos do mundo a matar pessoas? Se acredito em teorias da conspiração?
Não. Mas que as há, as há.]

PS: Me On Twitter xD

Saturday, June 6, 2009

Preto no Branco

Férias, finalmente :D
Nas últimas semanas tenho dado o tudo por tudo, não relativamente à escola, mas a várias coisas com que ando a trabalhar. Vi-me obrigado a afastar-me um pouco da net, mas valeu a pena. Valeu mesmo :D
Vou adiantar mais pormenores nos próximos dias, mas já que faltam apenas 2 dias para dia 07, gostava de deixar uma breve (será? xP) menção às Eleições Europeias.


Penso que nestas "coisas de política" não devemos olhar apenas para a cor dos partidos, mas para quem os representa.

Eu, por exemplo, sou de esquerda, pelo que percebi até agora concordo com o mister Marx (ando a ler O Capital), mas nunca votaria na CDU, nestas eleições. A Ilda não me inspira a mínima confiança, e acho que não tem capacidade para nos representar na Europa (são opiniões, all right? xD). Já o Nuno Melo, por exemplo, parece-me um sujeito bastante inteligente, capaz de lutar pelo país e pelas suas ideias - ideias essas com que não concordo, não, mas sempre me parece mais capaz do que a Ilda.

Quanto ao PS e ao PSD, sinceramente, nem me preocupei muito em saber aquilo que apregoaram, nem em conhecer melhor os candidatos (e aqui vou contra o que disse inicialmente, mas quem aguentou e aguenta mentiras dos partidos centrais, também aguenta uma incoerênciazita xD), mas nunca votaria em nenhum destes dois partidos. No PS porque, bem, toda a gente sabe, e quem não sabe devia pensar um pouco antes de pôr uma cruzinha à frente de "Partido Socialista". -.-'
Quanto ao Paulo Rangel e restantes candidatos do PSD, bem, até poderão ser pessoas sérias e com boas propostas, mas nunca alimentaria o ciclo vicioso em que a política portuguesa está metida. Sabemos no que tem dado, não vale a pena tentar arriscar, uma e outra e outra vez. O PSD até poderia ter um desempenho excepecional mas... e se não tivesse? Ficaríamos mais 4 anos à espera, para mudar, ou para votar novamente no PS? Eu acho que não mas, como já disse, são opiniões :P
Ainda quanto a isto, mais uma coisinha, para aqueles que pensam em votar no PSD para retirar força ao PS - um voto é um voto, independentemente do partido. Ou seja, se não votarem no PS, é sempre um voto para a oposição, não é necessário votarem no PSD para fazerem alguma mossa.

Quanto ao PPM, bem, é uma questão sensível. Eu pessoalmente não vejo mal nenhum em haver um rei. Aliás, estávamos bem melhor na altura em que «the king was the people, the king was the people, meaning that all the people were a part of the kingdom and the king loved the people with his all heart - he would do anything for them. He was not just a politician, but he was a warrior, you know, a general on the front lines, he would die for his people, he was a singer, a writer, a poet, all this different things. You know, a real person.» Actualmente, pelo contrário, «we live in a world of fragmentation, where the majority of the people don't appreciate or care about so much the person that's running things» (citações da música Refuge, de Matisyahu).
Não digo um rei que governe de forma absoluta, mas um rei que mantenha o país num rumo definido, com apoio de um parlamento eleito democraticamente, e não num pára-arranca totalmente democrático mas também absurdo característico da alternância PS-PSD.
Se a monarquia é o modelo que eu prefiro? Não, não mesmo (Marx ftw!), mas preferia uma monarquia constitucional com um rei competente à situação em que estamos por causa de certas pessoas que andam a jogar ao "agora sou eu, amanhã és tu" desde há 30 anos.

PNR... Ora bem, compreendo. O nacionalismo é uma das ideologias que ganha força sempre que há uma grande crise global, e percebo porquê. E, segundo o ponto de vista deles, até têm a sua razão. No entanto é totalmente incompatível com a minha maneira de pensar, com o mundo sem fronteiras que eu defendo.
Siga viagem, então xD

Quantos aos outros pequenos partidos, bem, confesso que não tenho uma opinião formada. Penso apenas que todos juntos poderiam ter uma força maior, poderiam fazer mais. Temos o POUS4, PCTP e o PCP que, pelo menos pelo nome, defendem o comunismo. Porque não juntarem-se todos?

Last but not least, o BE.
Segunda-feira fui a um comício do Bloco e fiquei convencido. Não pelo Miguel Portas, que me pareceu mais um que gosta mais de reclamar do que propôr novas coisas, mas pela Marisa Matias, uma candidata jovem com ideias bem definidas e sem excesso de insultos nos seus discursos. Convenceu-me também a participação de Fernando Nobre, o actual Presidente da AMI, que protestou corajosamente contra a inércia dos grandes políticos europeus relativamente aos voos da CIA em espaço aéreo europeu, e que condenou o que se passa na Palestina. Alguém que fala assim não é gago, ainda que algumas pessoas tenham achado a sua forma de falar um tanto... desastrosa xD
Eu gostei, e fiquei confiante de que o BE vai conseguir bons resultados nestas eleições. Ou pelo menos esperançoso :$


Mais uma coisa:
VOTEM!
Não interessa o quê, mas votem! Quem não votar não venha, depois, queixar-se do que acontecer na Europa. Para já, o voto nestas ocasiões especiais é a única participação que nós, cidadãos, podemos ter na vida política do nosso país e da nossa Europa. Por isso, Votem!
Não acredito que não haja um único partido, de entre todos aqueles que actualmente estão a concorrer, com que se identifiquem. Mas se for este o vosso caso, não deixem de exercer o vosso direito de voto. Votem, nem que seja em branco!

Sunday, May 10, 2009

Wild Sun Rise

Já dizia o Thoreau, I went to the woods because I wanted to live deliberately, I wanted to live deep and suck out all the marrow of life, to put to rout all that was not life and not when I had come to die discover that I had not lived.
Há que viver no presente. Ou arriscamo-nos a não mais termos essa oportunidade.

Fui ao 110º aniversário da Queima das Fitas de Coimbra, e dei mais um passo rumo ao inatingível Ser Completo.
Poderiam dizer que eu não tenho idade para tal coisa, mas o que é verdade é que, se morresse amanhã e não tivesse lá ido, sentir-me-ia um pouco menos Completo, por isso... xD
Tara Perdida, e a All Stars Band com Cool Hipnoise, Boss AC, Lúcia Moniz, Sérgio Godinho e Jorge Palma. Não foram maus, mas estava à espera de mais e melhor, principalmente da parte do Jorge Palma.
Antes de actuar a All Stars Band houve uma hora de silêncio, e depois de eles acabarem a proeza repetiu-se. Cheguei a pensar que tinha acabado, mas depois vieram os magníficos Kumpania Algazarra (já às cinco da manhã xD), e o êxtase foi total :D Nunca tinha vibrado tanto num concerto. Lindo, lindo, lindo. Fez-me lembrar Beirut.



É mesmo daquelas bandas que... wow. Parecia que estava high (muito mais poético que ganzado xD), a dançar Kumpania. Uma experiência a repetir, assim que puder.



Mais... vejam a Maygeri, a Move It Move It e a Liberez le Monde. E o site oficial da banda.
E digam o que acham xD

Wednesday, April 29, 2009

Gripe Suína

Não há que ter receio relativamente a esta epidemia que está a assolar o México e alastrar-se por todo o mundo.
Cá em portugal, vivemos com uma praga há mais de duas décadas e ainda estamos vivos. São os chamados políticos hipócritas.

Friday, April 24, 2009

Entre o Sonho e a Realidade

Os últimos dias têm sido realmente aprazíveis. Acho que, finalmente, consegui conciliar o bem-estar interior a um bem-estar quase que... profissional.
Nas últimas semanas tem nascido em mim uma paixão pela fotografia, e tenho desenvolvido alguns projectos que me estão a dar imenso gozo. O primeiro fruto, ainda que imperfeito, pode já ser visto aqui. :)


E hoje recebi um e-mail do Jornal Lisboa, agradecendo-me pelo "pelo serviço cultural que tem prestado à poesia e à literatura". *.* Dizem-me ainda que estão a organizar uma antologia chamada Entre o Sono e o Sonho, para a qual estão à "procura de novos autores para entrarem neste livro".
Como sei que muitos dos leitores do meu blog escrevem poesia (e poesia bem boa :P), fica aqui o convite a consultarem o Regulamento e a se Inscreverem.

Pode parecer um "abuso" a obrigatoriedade de compra de 5 exemplares por cada poema, mas tendo em conta que a Chiado não é uma editora com grande circulação, não me parece mal. Até porque, ao comprarem esses 5 exemplares, têm 20% de desconto, e não é improvável que os comprassem, depois disso, para oferecer a familiares ou amigos...
De qualquer forma, se tiverem alguma dúvida em relação à fiabilidade da Editora, tentem contactar a autora Carla Ribeiro (que tem imensos livros editados lá) no seu blog pessoal.


;)

Monday, April 13, 2009

Chuva (In)Esquecível

Aqui há uns dias a Catarina (also known by some of you as Kath xD) mostrou-me umas tiras de uma série, de um tal de Nicolas, da Suíça. Na altura não liguei muito, mas entretanto voltei ao perfil dele no deviantART e vi toda as L.O.V.E strips, com mais tempo, e tenho uma coisa a dizer-vos: estão muito boas! Nicolas tem um estilo muito simples, mas fantástico. E diz, em poucas palavras, mais do que grande parte conseguem dizer em muitas. :)

E daí a visitar o ForgetfulRainn's Chapters (também do Nicolas) foi um pulinho. E, devo dizer, fiquei muitíssimo surpreendido com o fantástico conteúdo do blog. Ainda só li meia dúzia de posts (talvez nem isso), mas posso dizer que é um blog que vale a pena ser lido. Achei especialmente curioso o The Flat Earth Society.
Dêem uma espreitadela ;)

Sunday, April 12, 2009

Os Deuses Devem Estar Loucos

Ontem ouvi na rádio que o Presidente Italiano, Silvio Berlusconi, disponibilizou as suas mansões aos desalojados pelo violento sismo que assolou o centro de Itália.

Excelente... quer dizer, não podia ficar mais agradavelmente surpreendido, mas não compreendo...
Que é feito dos bons velhos princípios dos grandes chefes desta sociedade hierarquizada e elitizada?

Tuesday, April 7, 2009

Egitânia

Sábado à noite Márcio-André, Karinna Gulias, João Henriques e Bruno Santos deram vida a Indivisível, mais uma vez, mas desta feita na Sé Catedral de Idanha-a-Velha, uma vila da actual Beira Baixa fundada pelos romanos (na altura denominada Egitânia).


Num post mais abaixo deixei um vídeo de excertos da mesma peça levada ao "palco" na Livraria Trama e digo-vos... A performance de sábado foi muuuuuiiiitoooooooo melhor *.*
O local tinha uma acústica fantástica e, graças ao dedicado técnico de som, Nuno, tudo funcionou às mil maravilhas. A acrescentar a isso, a Sé Catedral transmite-nos uma sensação quase divinal - afinal, é difícil ficar indiferente a um local com dois mil anos de história, por onde já passaram romanos, árabes e visigodos.


Filmei tudo, mas o vídeo ainda não está pronto por isso deixo-vos aqui algumas fotos para vos entreter (xD), tiradas pela minha mãe (assim como as de cima):

Performance Egitânia


Antes do espectáculo tirei algumas fotos na vila. Podem vê-las aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


PS: Enquanto estive em Monsanto ajudei também o meu amigo, poeta e editor brasileiro Márcio-André a fazer um vídeo para uma obra dele. Chama-se, precisamente, «Egitânia». Dêem uma olhadela aqui. ;)


[Páginas capazes de vos interessar:
- Márcio-André em Música no MySpace
- CAZA (blog de Márcio-André)
- O Meu deviantART]

Saturday, April 4, 2009

Um dia...

Um dia, um Girassol deixou de girar - morreu de desgosto amoroso.

***

Um dia, uma Mulher viu o seu Girassol morrer - e chorou.

***

Um dia, um Homem viu a sua mulher chorar, e consolou-a - afinal, para quê chorar por um Girassol? As plantas não têm sentimentos.

Monday, March 30, 2009

Uma Sexta-Feira Diferente das Outras.

Achei soberba, a performance de sexta-feira, na Trama. Fica aqui o vídeo, com partes da sessão de poesia sonora (que teve uma hora de duração e, por isso, teve de ser condensada):



O poema da 3ª peça (no vídeo) é, para mim, apesar da sua simplicidade extrema, simplesmente sublime.
a cada homem
o seu nome
a sua sina

a cada tartaruga
o seu sopro
o seu padrão
de carapaça
in O Sopro da Tartaruga,
de João Miguel Henriques


Esta peça vai ser apresentada mais um vez por Márcio-André, Bruno Santos, Karinna Gulias e João Henriques em Idanha-a-Velha, já este sábado. Se gostaram do que viram aqui e vivem no Interior ou têm possibilidade de ir, não percam ;)

Thursday, March 26, 2009

A não perder

Vocês, afortunados habitantes da Capital, não percam, amanhã por volta das 10h30, uma excelente performance de Márcio-André e os poetas convidados Bruno Santos, João Miguel Henriques e Karinna Gulias, na livraria Trama. Foi com eles que passei o fim-de-semana em Monsanto e, digo-vos, vale mesmo a pena ouvir este fantástico espectáculo de poesia sonora. ;)

Para quem não puder ir, eles vão fazer a mesma performance na Catedral de Idanha-a-Velha (Castelo Branco), uma antiga metrópole que entrou em decadência há 500 anos e agora tem 79 habitantes (segundo a Wiki).

O poeta Márcio-André vai ainda dar, em Coimbra, uma conferência (ou será uma palestra...?) intitulada «A Didática pelos Quanta». Se estiverem por aqui perto no dia 1 de Abril, dêem cá um saltinho. ;)